Dor e Velhice Precisam Caminhar Juntas?

edit_IMG_6144A dor é uma queixa bastante frequente entre os idosos e afeta de forma crônica 20 a 50% daqueles que vivem na comunidade, e até mais de 80% dos que vivem em instituições de longa permanência.

O aumento de problemas crônicos de saúde no envelhecimento, como por exemplo, doenças osteoarticulares degenerativas (osteoartrites), osteoporose e suas consequências, doença vascular periférica, diabetes e outras patologias contribuem para a alta prevalência de dor nessa população.

No entanto, segundo a geriatra Karol Thé, que faz parte da equipe multidisciplinar do Centro Integrado de Tratamento da Dor, é mito achar que a dor faz parte do processo natural do envelhecimento. “Ninguém deve se acostumar a conviver com a dor, porque isso gera um impacto negativo na autonomia, independência e, consequentemente, na qualidade de vida de quem sofre”, declara.

A geriatra explica que, feito o diagnóstico correto e avaliando-se alguns aspectos das dimensões emocionais e sociais da vida do indivíduo, que podem ter influência direta no quadro doloroso, é necessário traçar um plano de tratamento multimodal da dor. “Esse tratamento é composto pela modalidade medicamentosa, não medicamentosa e intervencionista e deve ser individualizado caso a caso”, destaca Karol.

Ter o acompanhamento de uma equipe formada por profissionais conhecedores das particularidades do idoso e de especialistas é fundamental para o sucesso do tratamento da dor na terceira idade.

A médica ressalta ainda que praticar alguns hábitos de vida saudáveis, como uma atividade física regular e uma dieta balanceada com suplementação adequada de cálcio e vitamina D, colaboram consideravelmente na redução da prevalência de doenças crônicas associadas a dor e promovem um envelhecimento saudável.

Na foto, a geriatra Karol Thé.